Evolução é a Lei da Vida & Número é a Lei do Universo e Unidade é a Lei de Deus…

Sua Vida…
Pitagóras certamente foi um gênio em todas as áreas do conhecimento, de tamanha envergadura, que suas descobertas e ensinamentos fundamentam inúmeras áreas do mundo atual.
Segundo alguns estudiosos, Pitágoras na verdade não era um homem comum, mas sim um deus em forma de ser humano, que veio à Terra para guiar e revelar à humanidade novos aspectos da filosofia, ciência e arte. Nasceu na ilha de Samos, na Grécia, numa data que se situa entre 570 e 590 a.C, daí ser conhecido como Pitágoras de Samos.
Os historiadores aceitam que Pitágoras foi o primeiro homem a intitular-se “filósofo”, ou seja, amigo da sabedoria. Antes dele, os pensadores chamavam a si mesmos “sages”, sábios. Pitágoras, bem mais modesto, pretendia ser um homem que apenas procurava descobrir.
Ele considerava o Homem um Universo em escala reduzida e, no Universo, ele via um grande Homem. Ele chamou-lhes respectivamente Microcosmos e Macrocosmos. Assim, o Homem como uma célula contida no Todo, seria um reflexo do ternário universal constituído de Corpo, Alma e Espírito. Foi Pitágoras quem denominou o Universo de Kósmos, palavra intraduzível que expressa a ideia de ordem e movimento.
Aos 19 anos Pitágoras conhecia profundamente matemática e filosofia. 
Polícrato, o governante da ilha de Samos, por alguma razão misteriosa, enviou Pitágoras a seu amigo Amasis, faraó do Egito,para que fosse iniciado nos mistérios egípcios.
Além do Egito, onde viveu por 25 anos, Pitágoras viajou por várias partes do Oriente, inclusive da Índia,  onde estudou os mistérios iniciáticos da cabala, astrologia e astronomia. Esta longa viagem levou-o a encontrar-se com as maiores personalidades do seu tempo. Existem ainda indícios de que teria sido discípulo de Zoroastro e de Buddha Gautama. Mesmo sem registros que comprovem, é certo que estudou com os maiores Mestres daquela época, se tornando um deles.

Quarenta anos depois, Pitágoras retornou a Samos, sua ilha natal. Sua tentativa de ali fundar uma escola iniciática fracassou, em virtude da recepção hostil de Polícrato. Partiu então para Crotona, cidade helênica da Itália meridional, onde fundou a sua escola iniciática, conhecida pelo nome de “Fraternidade Pitagórica”. Ali reuniu um grupo de discípulos, a quem iniciou nos conhecimentos ocultos de matemática, música, numerologia e astronomia, matérias essas consideradas como a base de todas as artes e ciências.
A Numerologia Pitagórica…
Pitágoras dizia que tudo no Universo se resume em números e formas. Na sua linguagem numerológica, designava Deus pelo número 1 e a Matéria pelo 2, que somam 3, onde temos o AUM ou a Divina Trindade. Exprimia o Universo pelo número 12, resultante tanto da soma citada acima, como da multiplicação de 3 por 4, ou seja, Pitágoras concebia o Universo composto por três mundos particulares que, encaixando-se uns nos outros através dos quatro elementos da Natureza (terra, fogo, ar e água), desenvolviam-se em 12 esferas concêntricas de energia. 
Ao Ser Inefável onipresente nestas 12 esferas, sem ser captado por nenhuma delas, o filósofo de Samos chamava-lhe Deus. 
Pitágoras conhecera e aprendera no Egito a aplicação do número 12 ao Universo; também era assim para os Caldeus, de quem apreendera seus conhecimentos iniciáticos. A instituição do Zodíaco com seus 12 signos é a demonstração cabal deste conhecimento.

A Caldéia se localizava à cabeceira do rio Eufrates, no Golfo Pérsico, ao sul da Babilônia. Também era chamada de Mat Kaldipelos assírios, que detinham vasto conhecimento oculto. A numerologia da Caldéia é considerada a mais antiga que se tem notícia. Segundo pesquisadores, ela serviu de base da numerologia da Cabala, ou gemátria. Foi através desses conhecimentos que Pitágoras desenvolveu o que conhecemos hoje como Numerologia Pitagórica Moderna. 

Pitágoras declarou: “Tudo são números”“São pedaços do céu, como cacos de um espelho partido”. Pitágoras imaginava os números como pontos, que determinam formas. E o Universo, o que é, senão um conjunto de átomos, cuja disposição dá forma à matéria?

Cada ser encarnado, segundo Pitágoras, deve receber um nome, por força da Lei, que compõe um arquétipo pessoal, juntamente com sua data de nascimento. Cada número e cada composição numérica gera um intrincado registro cármico, que está sempre em mudança e recebendo influências diversas, de acordo com as influências numerológicas universais.
Na Numerologia Pitagórica todos os números se resumem a 9 algarismos, 9 forças, 9 vibrações cósmicas, cada qual com seu valor metafísico de grande significado.

O zero possui vibração Divina, contendo dentro de si os 9 números, ou seja, ele começa e termina em si mesmo, em forma de círculo, que indica a perfeição.

A Numerologia moderna é fruto das pesquisas de Pitágoras, que desenvolveu um sistema de numerar letras, e que se baseia na teoria de que o mundo e o Universo são regidos pelas leis da matemática. Portanto, através da análise e compreensão numéricas é possível entender melhor o ser humano e a natureza, pois os números e suas vibrações são o alicerce do Universo. Pitágoras pesquisou em inúmeras filosofias o significado místico dos números e moldou a ciência que hoje usamos. 

Com o advento da física quântica, a ciência desvendou todo um universo infinito composto por sub-partículas e forças vibracionais semelhantes. Hoje admitimos que toda a complexidade organizacional da matéria, seja produto de energia pura, seja do átomo, tudo é matéria viva: o grão de areia, a pedra, os seres orgânicos, os planetas, as estrelas e as galáxias do espaço sideral. Hoje, a ciência testemunha a antiga máxima pitagórica, segundo a qual o universo inteiro é a expressão de forças vivas, perfeitamente representadas pelos números e arquétipos que estes denominam. 


A Escola Pitagórica 

A Escola Pitagórica foi uma entidade iniciática, considerada como a primeira Universidade de que se tem notícia
Dua linhas de estudos foram adotadas: a da Teoria Matemática (incluindo a astronomia e a medicina) e a da doutrina metafísica, que veio a ser denominada “Doutrina dos Números” (que inclui a música).
Uma terceira linha, que permeava toda e qualquer atividade, era seu ideal de Educação Ética, em que os discípulos de Pitágoras buscavam acentuar a consciência do dever e a auto-reflexão, visando a evolução espiritual. Entre os conceitos que defendia, destacam-se:
 
Crença na Lei da reencarnação e da imortalidade da alma. 
Lealdade entre os membros; austeridade, ascetismo e obediência à Hierarquia da Escola.
Distribuição comunitária dos bens materiais.
Adesão a uma dieta estritamente vegetariana. 
Proibição de ingerir bebidas alcoólicas.
Purificação da mente pelo estudo da Geometria, Aritmética, Música e Astronomia. 

Seus alunos tinham de passar por uma prova de silêncio que durava cinco anos, antes de serem admitidos como discípulos. 

A filósofa Theano – Discípula de Pitágoras …
Pelo que se sabe, havia algumas mulheres entre os discípulos de Pitágoras. A mais famosa delas foi a filósofa Theano, ou Teano.O trabalho mais importante por ela deixado relaciona-se ao princípio filosófico da doutrina do meio-termo. Coincidentemente, a base da filosofia de Gautama Buddha era o Caminho do Meio. Mais um indício da visita de Pitágoras ao Grande Buddha Iluminado, quando de sua viagem à India. 

  Theano, considerada a primeira mulher Matemática.

A Música  
O melhor meio de purificar a alma, ensinava Pitágoras, é a música. O Universo – afirmava – é uma escala musical, cuja própria existência se deve à sua harmonia.  

Pitágoras decodificou a escala musical em oitavas. Mostrou que música e matemática têm profunda ligação. A ele é creditada a descoberta do intervalo de uma oitava. Através da aplicação de intervalos matemáticos ao comprimento da corda de um instrumento (chamado cânon, ou monocorda) foi possível determinar matematicamente a entonação de todo um sistema musical. 

Os pitagóricos viam estas razões musicais aritméticas como governando todo o Cosmos. Para eles, a música tornou-se uma natural extensão da matemática. As  descobertas musicais de Pitágoras foram uma crucial influência no desenvolvimento da música renascentista na Europa e é a base das partituras utilizadas hoje. 

A Teoria da Harmonia das Esferas…

Como astrônomo, seu principal mérito foi conceber o Universo em movimento. Pela primeira vez, através de sua cuidadosa observação dos astros, adotou-se a ideia de que há uma ordem, em movimento cíclico, que domina o Universo. Tudo, desde a alternância entre noite e dia, até o ciclo das estações, passando pelo movimento circular e aparentemente perfeito das estrelas, indica a existência de uma ordem, uma perfeição cósmica. Neste sentido os pitagóricos também concluíram que a Terra é uma esfera que gira em torno do sol e previram a rotação do Planeta.

A famosa teoria pitagórica da harmonia das esferas é muito mais profunda do que a mera conjectura da consonância das notas musicais que os astros produzem nos seus movimentos regulares.  A música é um símbolo da harmonia do Cosmos e, simultaneamente, microcosmicamente, é um meio do homem alcançar o equilíbrio interno do espírito. 
O destino do homem consiste em considerar-se a si mesmo como uma peça desse Cosmos, descobrir o lugar próprio que lhe está designado e manter em si e à sua volta, a harmonia que lhe é devida de acordo com a ordem natural das coisas.
Nestas circunstâncias, para Pitágoras é natural ver no número o princípio inteligível, através do qual o Cosmos divino, governado pelo Espírito, manifesta ao homem a sua harmonia interna.


Pitágoras aprendera no Egito que os astros são corpos vivos que se movimentam no espaço, obedecendo a uma lei de harmonia universal, à qual estão inexoravelmente sujeitos no tempo, como todas as coisas manifestadas. Nas formas esféricas dos astros, o Mestre de Samos via a figura geométrica mais perfeita. 

Além de suas famosas teorias geométricas e matemáticas, como o teorema que leva seu nome, Pitágoras tinha vasto conhecimento em outras áreas.
Como teórico de medicina, Pitágoras achava que o corpo humano era constituído basicamente por uma harmonia; homem doente era sinal de harmonia rompida. 
Como filósofo, deu origem a uma corrente que se desenvolveu durante os séculos seguintes, inspirando os principais pensadores gregos, inclusive Platão.

Pitágoras e o Vegetarianismo…
Até o século XIX, uma dieta vegetariana era conhecida como “Dieta Pitagórica”. 
Pitágoras escreveu um texto vegetariano clássico intitulado “Do consumo da carne”, no qual ele defende a reencarnação e a transmigração das almas. Segundo ele, uma das razões para não se alimentar de carne, é que animais podem se reencarnar em corpos humanos, assim como homens podem se reencarnar em corpos animais. Neste aspecto, somos todos merecedores de igual respeito. 
Pitágoras também acreditava que o derramamento de sangue só atrai sofrimento: “Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher alegria e amor.”


Ditos Pitagóricos:

  • “Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá nem saúde, nem paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros.”                          
  • “Tudo é número”.                                                                                                             
  • “Todas as coisas se assemelham aos números”. 
  • “Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las.” 
  • “A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.”
  • “Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem”.
  • “O que fala, semeia – o que escuta, colhe”.“Ajuda teus semelhantes a levantar sua carga, mas não a carregues”.
  • “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. 

Segue abaixo, em linhas gerais, o significado pitagórico dos números: 

1 – Símbolo do absoluto, do Criador; também do homem em pé, em união com o divino. O Um é ainda o Princípio e o regente universal do ato criativo. É força arquetípica masculina, símbolo do pai, do Céu; também do ser primordial, centro cósmico de onde tudo se origina. O Tao nos ensina: O Um gera o dois, o dois gera o três, para daí serem geradas as dez mil coisas. Na dimensão humana é expressão da individualidade, do ego, da personalidade. 
2 – Expressa a complementaridade e a relatividade. É força arquetípica feminina, símbolo da mãe, da Terra e da fertilidade. Designa a criatura, também o ato criativo assimilado e o dualismo sobre o qual repousa a dialética, responsável pelo movimento evolutivo da vida. Em termos pessoais representa a intuição e a sabedoria da alma, o estado de espírito complacente e sensível ao ritmo da vida.
3 – Oriundo da soma ou fusão dos dois princípios precedentes, o 3 é o primeiro número a expressar o mundo manifesto. Haja visto a tridimensionalidade à qual estamos presos, ou ainda o triângulo, primeira e mais simples das formas geométricas. Por isso, o 3 é símbolo da vida, fruto da concepção do 2, estimulada pelo princípio fertilizador do 1. Em termos pessoais, representa a satisfação do ego, pleno de si e realizado por meio de suas obras. Seu arquétipo designa a gestação, a família, também a vida sustentada pela complementar oposição entre os princípios masculino e feminino. 
4 – Arquétipo sobre o qual a vida se sustenta. Também símbolo da completude e da inteireza, depreendido pela mente arcaica a partir da dança cíclica das quatro estações. Daí os antigos ocidentais intuírem que são 4 os elementos da natureza, também quatro os cantos do mundo sobre os quais a condição humana se ancora. Em termos práticos, refere-se à solidez dos projetos pessoais, à segurança e à boa base dos empreendimentos, conferindo estabilidade e bom agouro ao reger as mudanças impostas pela vida.
5 – Um passo além da estabilidade, traduz toda incerteza e exige a adaptabilidade de todo aquele que deseja crescer em harmonia dinâmica com a vida. Rege as vicissitudes e o imprevisível dos fatos; também a comunicação, a inteligência, a argúcia, a palavra, o pensamento. Designa ainda nossos cinco sentidos, por meio dos quais experimentamos o mundo à nossa volta. Por isso, é número que estimula a percepção.
6 – Esotericamente representado pela estrela de seis pontas, ou Estrela de Salomão (formada pelo entrelaçamento de dois triângulos eqüiláteros, um dos quais aponta para cima e o outro para baixo), o número 6 alude à interação entre o mundo espiritual e o plano terreno. É tanto signo do equilíbrio cármico como emblema dos dilemas humanos, posto que cada um dos 6 cruzamentos de linhas que a figura apresenta sugerem as encruzilhadas da vida que nos cobram sempre uma decisão.
7 – Número mágico por excelência, corresponde aos sete dias da Criação, a uma semana completa, aos sete planetas e seus correlatos metais alquímicos, às sete cores do arco-íris, às sete notas musicais. Consagrado a Apolo pelos gregos, era tido como a cifra da antevisão dos fatos, dos vaticínios, das profecias. Em termos pessoais designa conquistas espirituais, introversão, perspicácia e pensamentos profundos.
8 – Se visto na horizontal, o 8 é o símbolo do Infinito, do eterno movimento do Universo, sobre o qual nos movemos constantemente. O 8 é o dobro do 4, ou seja, reforça o caráter deste e constitui-se em símbolo de empreendimentos sólidos, bem erguidos sobre bases de justiça e equilíbrio. Em termos práticos, sua influência benéfica nos traz a orientação necessária para o curso da vida, visto que o 8 é símbolo da rosa-dos-ventos, com suas demarcações cardeais e intermediárias.
 
9 – Número da ascese e da espiritualidade. Sua forma propriamente sugere uma espiral ascendente voltada à sublimação e à transcendência da consciência, reforçada pelo fato de ser o 9 o último número da unidade. Seu desígnio é o da introspecção e o das práticas contemplativas da alma. Também sugere o renascimento, posto serem 9 os meses da gestação da espécie humana.

O aspecto superior do nove simboliza o homem que carrega o mundo nas costas. É o irmão mais velho da humanidade. Seu amor é altruísta e suas aspirações são pelo bem de todo o planeta. Já o seis toma a comunidade e a família a seus cuidados, sob seus pés. É aquele que cuida, cria, educa.

Zero – Termo derivado do árabe cifa, que se traduz por “vazio”. Simboliza o não-ser, o incriado, a virtualidade da alma. O conceito de zero, desconhecido da maioria dos povos, entrou na Europa por meio das invasões árabes a partir do século VIII. Antes destes, era considerado apenas pelos hindus e mais remotamente pelos maias, que o representavam por uma concha. O zero nos sugere a ideia de marco divisor de águas, de interregno entre existências, de mudanças cruciais a demarcar o ciclo da vida. Fonte

Fonte – Compilação de: 
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/musica/pitagoras.htm 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pit%C3%A1goras 
http://www.amigodaalma.com.br/2009/12/29/os-misterios-dos-numeros/ 
entre outras leituras.
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