A Evolução humana e o desenvolvimento dos órgãos espirituais…

Nós possuímos um corpo físico composto de órgãos.
Até os bebés sabem isso: perguntai-lhes onde estão os seus olhos, e eles apontar-vos-los-ão; e apontar-vos-ão também a boca, os ouvidos, o nariz e as pernas.
Mais tarde, já na escola, aprendem que o homem possui cinco sentidos (a vista, o olfacto, o ouvido, o paladar e o tacto) tendo cada um deles funções bem determinadas: a função e as sensações do tacto não são as mesmas do paladar ou da visão, etc.
Todas as relações do homem com o mundo à sua volta se baseiam nos seus cinco sentidos e, é por isso que ele tenta aproveitar ao máximo as capacidades destes e principalmente multiplicar as sensações que lhe são proporcionadas pelos seus olhos, pelos seus ouvidos, pela sua pele, etc. …

Dentro das sensações, há algumas mais ou menos necessárias e mais ou menos intensas.
Tomemos como exemplo o paladar: ninguém negará a riqueza e a variedade de sensações experimentadas, sobretudo se se fizer uma refeição copiosa.
E o tacto…
Quando um homem e uma mulher trocam carícias, descobrem uma enorme variedade de sensações; até se diz que é o prazer sexual que provoca as mais fortes sensações, o que é bastante duvidoso.
Em geral, é isso que acontece, mas não forçosamente com toda a gente: alguns grandes artistas, dotados de grande sensibilidade ao nível da vista ou do ouvido, experimentam as impressões mais intensas das cores e dos sons, muito mais que com o ato sexual, que muitas vezes os deixa indiferentes e frios.

Como a maioria dos humanos ainda não estão assim tão evoluídos, poderemos dizer que o tacto (no qual se pode incluir a sexualidade) e o paladar são, por hora, os dois sentidos que dominam o mundo.

A vista, o ouvido e o olfacto revestem-se de uma importância menor; há pessoas que são indiferentes aos perfumes, aos sons e às cores, a menos que os seus interesses estejam em jogo, tal como acontece com os animais, nos quais o olfacto, a audição e a visão estão extremamente desenvolvidos, visto eles terem necessidade de se proteger e de procurar alimentos.
Estou a falar-vos de coisas que já conheceis, mas faço-o apenas para chamar a vossa atenção a fim de que possais chegar a determinadas conclusões, nas quais não pensastes.
Desde há milhões de anos que os homens se esforçam por multiplicar e ampliar as suas sensações e percepções através dos seus sentidos, e é a este tocar no teclado dos cinco sentidos que eles chamam «cultura» e «civilização».

Pois bem, isto é um pouco pobre.

Seja qual for o grau de afinação que consigam atingir, os cinco sentidos serão sempre limitados, pois pertencem apenas ao plano físico e jamais explorarão outro plano além deste.
Mas a Natureza previu outras teclas neste teclado… sim, um sexto, um sétimo e um oitavo sentidos, de uma intensidade completamente diferente.
Só que, até agora, os homens limitaram-se aos cinco sentidos e não querem reconhecer que existem outros domínios a ser explorados, vistos, tocados, respirados.
Por isso não é de admirar que ele não consiga experimentar novas sensações, mais vastas, mais ricas, mais subtis.

Como explicar então, que, sem alimentar os cinco sentidos, existam seres que têm percepções que os levam ao êxtase: um alargamento da consciência, uma impressão de plenitude, de grandeza, de imensidão?

É preciso fazer os humanos entender que, se procurarem apenas acumular e amplificar as suas sensações físicas, encontrarão grandes decepções, visto estas sensações serem limitadas.
Porquê?
Porque cada órgão é especializado em algo: desempenha uma função determinada e não procura senão as sensações que correspondem à sua natureza.
Para podermos experimentar sensações novas, temos de dirigir-nos a outros órgãos que também possuímos.

Observai os humanos: eles têm a possibilidade de ver tudo, de comprar tudo; no entanto, falta-lhes sempre algo.
Porquê?
Porque não sabem que, para conhecer a plenitude, para descobrir sensações de uma força e de uma riqueza verdadeiramente excepcionais, é preciso começar a não contar exclusivamente com os cinco sentidos.

Neste domínio, os Orientais conseguem fazer experiências absolutamente impensáveis para os Ocidentais.

Na Índia ou no Tibete, por exemplo, alguns «yogis» habitam num buraco cavado na terra.
Nessa escuridão, nesse silêncio absoluto, deixa de haver qualquer alimento para os cinco sentidos, que o «yogi» consegue adormecer através da meditação.
E, quando deixam de funcionar, os sentidos deixam de absorver a energia psíquica destinada aos centros subtis; então, estes despertam e o «yogi» começa a ver, a ouvir, a sentir e a tocar elementos fluídicos nas regiões superiores.
Eis, pois, o objectivo pelo qual estes seres excepcionais se esforçam, alguns durante anos, por suprimir as sensações visuais, auditivas, olfactivas, etc. … até pararem todo o movimento.
Fica então,  apenas o pensamento; e, em seguida, eles param também o pensamento para viver em comunhão total com a Divindade.
O Criador depôs na alma humana possibilidades que uma existência demasiado virada para o exterior impede de despertar.
Aliás, é o que vós fazeis quando meditais!
Fechais os olhos para poder virar a vossa atenção para dentro…
Mas, a propósito deste assunto, eu gostaria de precisar algo.

 

 Quando meditais, não deveis ficar muito tempo com os olhos fechados; é que, como não sois ainda como os «yogis» hindus, correis o risco de adormecer.
Abri os olhos por um momento, de vez em quando, sem vos distrairdes com o que vos rodeia, fechai-os de novo, e depois abri-os outra vez…
É certo que, para meditar, se aconselha a fechar os olhos, porque isso ajuda as pessoas a isolar-se, a concentrar-se, a não se distrair, mas se elas os mantiverem fechados por demasiado tempo, acaba por lhes chegar o sono…
É assim: abrindo os olhos, as pessoas despertam, e fechando-os, preparam-se para dormir.
É um processo registado no cérebro desde há milhões de anos, e a Natureza que é fiel e verídica, diz: «Ah, fechas os olhos? Então é porque queres dormir. Muito bem, vamos já tratar disso.»
E lá ficais vós mergulhados numa «meditação» profunda!
Inversamente, quando abris os olhos, é o sinal do despertar: tudo se põe em marcha, tudo começa a funcionar – o cérebro, os braços, as pernas…
Sim, um pequeno movimento como esse – abrir os olhos – põe em marcha todo um mundo!
Esta questão do abrir e do fechar os olhos é muito importante.
Por vezes dizem-vos: «Abra os olhos!»
É uma maneira de falar, já que os vossos olhos estão abertos; então, de que olhos se trata?
Pois bem, de outros olhos que são mais lúcidos, que têm uma visão muito mais profunda, mais espiritual.
Os olhos do vosso corpo estão abertos, sim, mas vós tendes outros olhos, e esses estão fechados.
No entanto, por vezes as pessoas apercebem-se de que eles existem e podem abrir-se.
Mas para se poder abrir estes olhos espirituais, que veem os aspectos mais subtis da realidade, há que fechar os olhos físicos.
E outras vezes é o contrário: ao fechar os olhos físicos, fecha-se também os olhos espirituais.
Como podeis ver, tudo isto é muito subtil.
Pouco a pouco começareis a distinguir todos estes aspectos e a utilizá-los na vida quotidiana.

 
Os Ocidentais levaram até à perfeição a vida dos cinco sentidos.
Pensam eles que, desta forma, conhecerão tudo… e serão felizes.
Eles conhecem realmente muitas coisas, experimentam muitas sensações diferentes, mas os cinco sentidos devoram toda a sua energia psíquica e não lhes sobra nada para o aspecto espiritual. No Ocidente, as pessoas vivem demasiado entregues às sensações físicas e, assim, ficam sem energia para concentrar noutras faculdades que poderiam despertar. São sensações a mais!
«Vive-se…»
Claro que se vive; mas é uma vida que esconde a verdadeira vida.
Tereis de compreender isto e decidir-vos a eliminar muitas dessas sensações que vos impedem uma percepção real das coisas.

Atualmente, o uso de drogas propaga-se cada vez mais…
Com o desejo de fugir à insipidez da vida quotidiana, as pessoas procuram cada vez mais a evasão no ópio, no haxixe, na marijuana, na cocaína, na heroína…
Todos os que utilizam estas drogas obtêm certas sensações de clarividência, de clariaudiência, etc. … que podem dar-lhes a ilusão de ter atingido estados de consciência superiores.
Mas estão bem enganados e, com o tempo, acabam mesmo por perder as suas faculdades intelectuais e arruinar a saúde.
Estas drogas, apesar de terem sido usadas desde sempre no Oriente e na América do Sul, são absolutamente desaconselháveis. São muito nocivas para o sistema nervoso.

Os Hindus e os Tibetanos possuem um vasto conhecimento acerca das ervas, que eles transmitem uns aos outros desde há milênios.
Algumas, ao que parece, permitem que, depois de as comer, se passe sem alimento durante semanas; outras permitem passar dias e dias nas neves do Himalaia sem ter frio.
Foi o que me disseram; não o verifiquei pessoalmente, mas é possível.
Eu acredito no poder das ervas.

Existem também preparações de ervas fortíssimas com as quais se consegue provocar visões e o desdobramento.
Pode ler-se nalguns livros que, na Idade Média, se conheciam pomadas e unguentos com os quais as feiticeiras untavam o corpo para ir ao Sabbat.

Na realidade, elas não iam lá com o seu corpo físico, mas com o corpo astral.
Alguns médicos já verificaram a realidade deste fenômeno.
Conseguiram obter as receitas, que são muito difíceis de reconstituir com exactidão, visto nelas nada ser claramente especificado, e experimentaram-nas.
Em todos esses unguentos eram introduzidas substâncias excitantes que provocavam o desdobramento.

Mas deixemos esta questão.
Apenas pretendi dizer-vos que existem produtos extremamente poderosos que dão acesso a planos mais subtis que o físico, mas que, na maioria dos casos, são extremamente nocivos.
É por isso que eu vos aconselho a nunca os utilizar.
A melhor solução é procurar todas essas sensações de plenitude, de dilatação, de liberdade, de leveza e de alegria através dos métodos espirituais.
É este o verdadeiro caminho.
Os verdadeiros discípulos não contam com factores externos, pois sabem que Deus depôs no seu interior todos os tesouros e todas as riquezas, todos os produtos de todos os laboratórios e de todas as farmácias, basta ir buscá-los e utilizá-los.
Seria lamentável que vós ficásseis dez ou vinte anos numa Escola Iniciática sem nunca conseguir aprender a utilizar as riquezas que possuís.
Cada órgão dos sentidos proporciona-nos uma parte do conhecimento do mundo e é interessante notar como estes sentidos possuem uma hierarquia entre eles.
O tacto diz respeito apenas ao que é sólido: não podemos tocar nem o que é gasoso nem o que é etérico, tocamos levemente os líquidos e principalmente os sólidos.
O paladar, esse está especializado nos líquidos.
Vós direis: «Não é assim, quando eu meto na boca um rebuçado, este é sólido, no entanto eu tenho uma sensação de doce…»
Ah, eu responder-vos-ei que não compreendestes bem a questão: o paladar só funciona quando o que meteis na boca se torna líquido graças à saliva.
Tomemos agora o caso do olfacto.
É um sentido que capta os odores, ou seja, as emanações gasosas.
O nariz tem, pois, algumas relações com a matéria, se bem que seja uma matéria mais subtil, cujas partículas flutuam no ar.
Seguidamente, com a audição, já não são captadas partículas materiais, mas apenas ondas, vibrações.
E o mesmo se passa com a visão.
Com este sentido estamos quase no mundo etérico.
Como podeis verificar, os cinco sentidos têm uma hierarquia, do mais grosseiro ao mais subtil.
Mas, se quisermos penetrar no mundo astral, já não podemos servir-nos destes cinco sentidos.
Precisamos de um outro que esteja adaptado a isso, isto é, que seja capaz de captar uma matéria ainda mais subtil.
Todos os que ainda não desenvolveram este sexto sentido não sabem que existe uma outra matéria, um outro plano, nem se apercebem de que o Universo é percorrido por outras vibrações que podem provocar-nos sensações muito mais vastas e intensas.

Para se tocar um objecto tem de se estar muito próximo dele.
Para se poder tomar-lhe o paladar, também.
Para respirar um perfume, já se pode estar a uma certa distância.
Para captar um som, a distância pode ser maior… e para avistar algo, maior ainda, porque os nossos olhos estão preparados de forma a permitir-nos receber instruções e informações de muito longe.

Aqui podeis verificar de novo como a Natureza estabeleceu de uma forma inteligente esta hierarquia entre os cinco sentidos.
Mas ela não se ficou por aqui, existem outros sentidos que podem pôr-nos em contacto com planos ainda mais vastos e mais distantes.

Enquanto o ser humano não tiver desenvolvido os órgãos que podem pô-lo em contacto com planos e entidades muito mais desenvolvidas, não conhecerá grande coisa.
Falará, escreverá, explicará, criticará, julgará, mas estará sempre em falta, visto que conhece apenas uma parte da realidade.
Se ele quiser conhecer toda a realidade terá de exercitar-se para despertar outras faculdades que sempre possuíu, mas que estão adormecidas, à espera de ser utilizadas.

A tradição iniciática conta-nos que, numa época muito distante, em que não se tinha ainda apossado do seu corpo físico, o homem vivia sempre desdobrado, fora do corpo…
Mais tarde, quando o seu espírito começou progressivamente a descer à matéria, ele foi desenvolvendo as faculdades que lhe permitiam trabalhar esta matéria (os cinco sentidos), ao mesmo tempo que deixava adormecer as suas faculdades mediúnicas.
Mas ele não as perdeu, ainda as possui.

Reparai nas crianças.
Até aos sete anos, elas ainda não entraram completamente no seu corpo: reflectem assim o período em que a humanidade estava nesse estádio da evolução.
Nessa época, os homens falavam com os espíritos da Natureza e com as almas dos mortos, comunicavam com eles, encontravam-se com eles, e quando morriam, não sabiam se estavam mortos ou vivos.

O mundo invisível, o mundo dos espíritos, era para eles a realidade maior; eles flutuavam na atmosfera como se fossem imateriais e só de tempos a tempos entravam no seu corpo físico.
Nestas condições, não estavam de forma nenhuma preparados para trabalhar a matéria.
No entanto, a sua evolução teria de passar por aí.

Atualmente, os homens adquiriram meios intelectuais formidáveis para dominar a matéria, mas ao mesmo tempo, esqueceram-se da existência do mundo espiritual, cortando o contacto com ele.
Em alguns, claro, ficou uma lembrança, uma intuição, mas a maioria esqueceu.

 

Existem duas formas de conhecimento, o intelectual e o espiritual; então, se se puder desenvolver os dois, melhor ainda.
Não podemos esquecer-nos de que a própria Natureza, ou seja, a Inteligência Cósmica, tem os olhos postos na evolução da humanidade: ela previu o desenvolvimento do ser humano nos dois sentidos, rumo à matéria e rumo ao espírito.
Mas como é extremamente difícil desenvolver os dois aspectos ao mesmo tempo, ela concedeu-lhe séculos, milênios, para trabalhar numa só direção, mas deixou alguns canais abertos na outra direção, para que a sua evolução espiritual não fosse entravada.
Então, o Espírito Cósmico decidiu permitir aos humanos que, na presente época, se desenvolvessem no domínio das sensações: da visão. da audição, do paladar, do tacto, etc. 
Ele deixa-os descer à matéria para que se apoderem dela, a toquem, a explorem, a conheçam e, sobretudo, façam um trabalho com ela.

Não vos surpreendais, é assim mesmo, é uma passagem.
O espírito humano tem de descer cada vez mais profundamente na matéria para a conhecer, até ao ponto de esquecer quase por completo a sua pátria celeste onde vivia num passado longínquo.
Mas, ao conhecer cada vez melhor a matéria, ele vai fazendo aquisições e, sobretudo, começa a dominar a sua própria matéria.
Claro que, de momento, há apenas uma minoria que consegue isto, mas a finalidade da existência terrena do homem é descer ao corpo físico a fim de se tornar senhor das suas faculdades e de as utilizar para trabalhar sobre o mundo exterior.
Quando eu digo que o espírito humano «desce à matéria» quero dizer, antes de mais, «ao corpo físico», para se instalar nele, se apossar e se tornar senhor dele.
Seguidamente, quando já está bem «em sua casa», ele trabalha e age, então, sobre o meio exterior.
Também aí manipula as coisas com mestria: transforma, constrói, destrói…
É todo um período de involução, de descida à matéria.
Mas como tem projetos grandiosos para o ser humano, o Espírito Divino não permitirá  que ele desça indefinidamente, abismando-se por completo, perdendo todo o contato com o Céu e esquecendo as suas origens.

A partir do momento em que ele tiver atingido um estádio de suficiente controlo sobre si mesmo – sobre o seu cérebro, os seus membros e todas as suas faculdades -, de conhecimento de todas as propriedades dos elementos, outras influências, outras forças, outras correntes começarão a dirigi-lo, a elevá-lo e, progressivamente, ele recuperará as faculdades que possuía no passado distante: conhecerá em simultâneo a matéria e o espírito.

Está escrito no Gênesis que Adão e Eva comeram do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Isso significa que eles não se contentaram em conhecer apenas o espírito e quiseram descer à matéria; começaram, pois, a descer e, através da alegria e do sofrimento, da saúde e das doenças, é sobretudo o mal que eles têm estudado durante milhões de anos.
Estava nas suas mãos permanecer no Alto, no Paraíso, e comer apenas os frutos da Árvore da Vida Eterna, mas levados pela curiosidade, quiseram ver o que existia em baixo, e foi então que começaram a sofrer com o frio, a escuridão, as doenças, a morte.
E a humanidade continua ainda na sua descida…

Algumas religiões chamam a esta descida o «pecado original».
Mas também se pode interpretá-la como certos estudos em que o ser humano quis lançar-se.
Sim, esta Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal eram estudos que havia que fazer, estudos difíceis, pois o homem enfrenta uma matéria cada vez mais densa.
Mas que mal há nisso?
Ele escolheu descer para se instruir, e desceu; agora está mergulhado até ao pescoço nos seus estudos e vai-se dando conta do inferno em que se meteu.
Por agora, ele estuda o mal, mas um belo dia há-de reerguer-se para estudar o bem.
Eu conheço os projetos e os planos da Inteligência Cósmica, sei que, quando tiverem controlado e dominado a matéria graças aos cinco sentidos, os homens começarão a sua escalada de regresso às alturas para desenvolver então os seus sentidos espirituais.
Por isso, todos aqueles que desejam avançar pelo caminho da evolução devem começar a reduzir um pouco as sensações vividas por intermédio dos cinco sentidos e passar a procurar dentro de si.
O seu interior é vasto, é rico… mas é preciso procurar!

O vínculo entre as almas queira ou não é antiga, mais velho que o próprio planeta.

Temos ligações e relações que ir além dessa vida e nem sempre é compreendido por aqueles que não ver além do que é. Não vale a pena seu tempo para explicar essa relação por isso deve ser um que é experiente para entender. O mais importante é que você sabe e confia que o amor faz a diferença. Amor pode ajudar a curar passado dói e também têm um sentido de segurança, de valor próprio, e até mesmo a sentir importante para outra. O amor pode fazer muitas coisas.
Tudo acontece por um motivo. Sei que algumas das pessoas que entram em sua vida há apenas te ensinar uma lição e fazer um verdadeiro impacto sobre suas vidas. Os outros podem ser só para fazer a sua risada, saiba que você é confiável, ou que você não está sozinho. As vezes isso é sobre amor, uma alma companheiro relacionamento ou uma relação de crescimento, é importante para você nesta vida. Lembre-se de confiança, amor, tudo vai se acertar. Que seu coração permaneça aberto, e estar disposto a dar-se o apoio que você precisa se precisar.

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Felizmente, alguns nascem com sistema imunológico espiritual que mais cedo ou mais tarde dar rejeição a ilusória visão de mundo grafted em cima deles desde o nascimento de condicionamento social.
Eles começam pressentindo que algo está errado, e começar a procurar as respostas. Conhecimento interior e exterior anômalo experiências mostrar um lado da realidade, outros se esquecem, e assim começa sua jornada de despertar.
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A Evolução inclui a Maturidade Espiritual…

A projeção consciente não é assunto para pessoas pusilânimes e sem força de vontade. É um assunto que exige “fibra de bandeirante espiritual”, para desbravar os tortuosos caminhos que levam à lucidez espiritual.

A projeção consciente não deve ser encarada como fuga dos problemas da vida. Deve ser sempre considerada como um instrumento parapsíquico com o qual a consciência pode amadurecer mais rápido, a fim de enfrentar, com dignidade e sabedoria, os problemas que a vida oferece nos planos físico e extrafísico. Não existe nenhuma técnica de crescimento espiritual baseada na preguiça. Para desenvolver boa lucidez extrafísica, há que se desenvolver uma ótima lucidez intra-física, pois uma é a seqüência da outra, isto é: só é lúcido fora do corpo quem já é lúcido dentro dele.

Projeção e Riqueza Espiritual…

Nenhum projetor consciente deve esperar obter reconhecimento dos outros a respeito de seu trabalho extrafísico. O que cada um deve almejar com toda força de vontade é o enriquecimento íntimo, é o fortalecimento do amor por todas as criaturas, é aquela sensação de eternidade em si mesmo.

A riqueza de um projetor consciente é algo que não pode ser observado, pois está em seu íntimo. É essa alegria interior de sentir-se útil, de saber que , apesar dos próprios defeitos, se é capaz de fazer algo bom para outras pessoas. É a certeza de, mesmo não tendo dinheiro e nem poder para melhorar a estrutura social da vida, ter-se pensamentos ricos em positividade, sentimentos altruísticos e energias salutares em abundância, para melhorar a estrutura social da vida.

A projeção consciente não é panacéia para males que nos afligem, como a truculência, o orgulho, o medo etc. Ela é apenas uma experiência que pode nos enriquecer, para conseguirmos enfrentar esses males.

Viagem ao Espaço Interior (Por Darshan Singh) *

“Desde tempos imemoriais, os santos e os profetas nos estão dizendo que, assim como temos mundos e universos externos, também temos mundos e universos internos. Falam-nos das viagens por estes mundos interiores, e as escrituras de todas as grandes religiões fazem referências à essas viagens místicas, cujo propósito ulterimo é a comunhão da alma com o seu Criador.”

“É um fato que esta verdade é a alma das tradições esotéricas e religiosas, que nos têm chegado desde os tempos mais remotos. Essas tradições não só afirmam que o homem é uma entidade espiritual, uma entidade que sobrevive à morte física, senão que essa entidade ou alma pode elevar-se sobre o corpo – ainda enquanto vivo – e penetrar à vontade nos reinos existentes mais além deste mundo físico. Pode ser que para a Ciência a viagem ao espaço externo seja uma nova concepção, porém a viagem ao espaço interior tem sido parte integral do misticismo desde o alvorecer da história.”

* DARSHAN SINGH (1921) É MESTRE IOGUE DO SURAT SHABDA YOGA (ÍNDIA). ESTE TEXTO É UMA ÓTIMA SÍNTESE SOBRE A IMPORTÂNCIA DA PROJEÇÃO CONSCIENTE E FOI EXTRAÍDO DO OPÚSCULO “O DESAFIO DO ESPAÇO INTERIOR”.Fonte

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O QUE NÓS ESPERA QUANDO CHEGAMOS AQUI?

À Terra chegamos com nosso carma negativo para ser resolvido, ou seja, todas as nossas “más” escolhas ou decisões incondizentes com a nossa natureza perfeita geram ligações, conexões com outros seres e, uma vez que essa energia se forma, ela precisa ser dissolvida, quebrada, transmutada, perdoada, ou seja, precisamos limpar nossa própria sujeira e aprender com essa experiência. O que nos espera aqui são os resultados de nossas próprias escolhas.

O universo é regido por leis naturais que precedem a nossa existência e que regulamentam o nosso viver. Uma dessas leis diz que, quando adquirimos um carma, precisamos de uma densidade e de um cenário ideais para podermos limpá-lo. A densidade do carma negativo compromete e solidifica nosso sistema energético, que, para evoluir ou ascensionar* precisa estar leve e fluido. Então, uma vez que um carma negativo é adquirido na Terra e não é limpo dentro do período de uma vida, temos uma nova possibilidade de voltarmos para resolvê-lo aqui, que é o lugar ideal onde as situações surgem para nos mostrar quais são os nossos desafios.

Segundo os amparadores espirituais Amadeus, Adam e Adamus, a Terra é um sistema carcerário de alta performance que nos aprisiona enquanto nossa densidade física é compatível com ela. Esse sistema foi criado para que a alma humana pudesse evoluir por meio de experiências, situações e relacionamentos que proporcionem provas e desafios para chegarmos a um nível purificado de energia. Quando nossa alma se torna leve, purificada e livre de carma negativo, evoluímos habitando outros planos por meio da liberação da necessidade de termos um corpo físico.  O corpo físico nos credencia à condição de espíritos menos evoluídos.

Amadeus, Adam e Adamus nos esclarecem que corpo físico é somente a parte densa e visível de uma série de corpos que compõem nossa estrutura integral. Os outros corpos são invisíveis à maioria dos olhos humanos e, por isso, não damos a devida importância a cada um dos corpos sutis. O corpo físico é a estrutura materialmente condensada onde tudo desemboca, onde tudo é descarregado, como se fosse o para-raios do espírito, para onde direcionamos tudo o que pensamos, sentimos e desejamos. Cada corpo sutil é vinculado a um centro energético que se reflete de maneira específica, produzindo uma missão que deve ser cumprida. Cada corpo sutil possui uma função específica, não sendo nenhum mais importante que o outro. Todos são essenciais e juntos formam o ser humano de maneira integral; por isso, somos “muitos seres” com diversas camadas em um único corpo, como uma cebola, que é composta de várias camadas. A seguir se faz uma breve descrição de cada um desses corpos:

  • Corpo etérico: é o corpo mais denso, interpenetrando o corpo físico e vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como base ou raiz. A missão desse corpo é aprender a andar sobre a Terra de forma leve, feliz e harmoniosa. Nosso corpo etérico é vinculado às glândulas suprarrenais e à produção de adrenalina. Quando está em equilíbrio, produz o espectro vermelho. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos desenvolver nossa caminhada em razão de falta de estrutura, por não termos supridas as nossas necessidades básicas. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças nos ossos, no sangue, na coluna vertebral, nas pernas e nos pés.
  • Corpo emocional: é o nosso segundo corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como sexual. A missão do corpo emocional é o sucesso e a harmonia nos relacionamentos, em nossa autoestima e em ter prazer em viver a vida. O corpo emocional é vinculado às glândulas sexuais e à produção de testosterona, nos homens, e progesterona, nas mulheres. Quando está em equilíbrio, produz o espectro laranja. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos nos relacionar de forma harmoniosa com as outras pessoas e conosco. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças físicas na região dos órgãos sexuais e do baixo ventre.
  • Corpo mental: é o nosso terceiro corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como umbilical. A missão do corpo mental é exercer nosso poder pessoal sobre a Terra de forma equilibrada, não permitindo que o ego negativo vença, mas também impedindo que exista vitimização e autopiedade. Poderíamos dizer que a missão desse corpo é contribuir para que vivamos a vida com sabedoria, trilhando o caminho do meio, através da compaixão, da tolerância e do contexto de eternidade. O corpo mental é vinculado aos órgãos do sistema digestivo e à produção de insulina e diversos ácidos e outras substâncias estomacais. Quando está em equilíbrio, produz o espectro amarelo, a cor vinculada ao poder e à sabedoria. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos exercer nosso poder de forma harmoniosa e nos descontrolamos nas emoções, produzindo raiva, medo, mágoa, ansiedade, compulsão, paixões obsessivas e tantas outras emoções negativas! Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças físicas nos órgãos vinculados à digestão: fígado, estômago, intestinos, baço e pâncreas.
  • Corpo astral: é o nosso quarto corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como cardíaco. A missão do corpo astral é o equilíbrio entre nosso “eu terreno” e nosso “eu divino”. Esse corpo também está vinculado ao sentimento de amor, compaixão, sabedoria, paz, equilíbrio e cura. O corpo astral é associado aos órgãos do sistema cardíaco e respiratório e à produção de hormônios da glândula timo. Quando está em equilíbrio, produz o espectro verde, a cor vinculada ao equilíbrio, à cura e ao amor universal. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos amar com equilíbrio e quando nos deixamos levar pelos apegos e pelo materialismo excessivo. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças físicas nos órgãos vinculados ao sistema cardíaco e respiratório: coração, sistema vascular e pulmões.
  • Corpo etérico padrão: é o nosso quinto corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como laríngeo. A missão do corpo etérico padrão é a comunicação e a expressão de nosso “eu divino”. Esse corpo também está vinculado à realização de projetos, metas, objetivos e colocar na prática aquilo que se deseja. Esse corpo é associado à garganta, à glândula tireoide e paratireóide e à produção de tiroxina, um hormônio que purifica o sangue e regula o peso do corpo físico. Quando está em equilíbrio, produz o espectro azul claro, a cor vinculada à paz celeste e à tranquilidade. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos expressar nossos ideais, seja por meio da fala, dos gestos, da escrita ou das artes, quando bloqueamos nossas formas de expressão por vergonha ou timidez. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças físicas na região da garganta, dos ombros, dos braços e das mãos – que são extensões de nossa garganta.
  • Corpo celestial: é o nosso sexto corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como frontal. A missão do corpo celestial é a sincronização de nossa mente com os ideais e os objetivos da Mente Divina para que possamos realizar, por meio de nossos pensamentos, os projetos divinos. Esse corpo também está vinculado à consciência espiritual e à criação de realidades supremas. Esse corpo é vinculado ao lobo frontal, aos olhos, aos ouvidos e às narinas, conectando-se ao corpo físico por meio da glândula hipófise ou pituitária, controlando a produção das glândulas de todos os corpos antes citados. Quando está em equilíbrio, produz o espectro azul índigo, a cor vinculada à consciência, à Mente Divina, ao conhecimento e ao discernimento. Esse corpo se desequilibra quando não conseguimos organizar nossos pensamentos, quando há confusão mental e ideias fúteis, desconectadas da Mente do Grande Criador. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças físicas na região dos ouvidos, do nariz, dos olhos e do cérebro.
  • Corpo causal: é o nosso sétimo corpo, vinculando-se ao centro de energia (chacra) conhecido como coronário ou da coroa.  É também conhecido como corpo akhásico, ou seja , o corpo onde reside nosso akasha, a morada do espírito, onde constam nossos registros, nossas memórias, nosso inconsciente e nosso DNA espiritual. A missão do corpo causal é a conexão com a Fonte Divina, nosso relacionamento espiritual, com o sentimento de amor divino e a fé. Esse corpo é vinculado ao cérebro, conectando-se ao corpo físico por meio da glândula epífise ou pineal, controlando a produção das glândulas de todos os corpos antes citados. Quando está em equilíbrio, produz o espectro violeta, branco ou dourado, cores vinculadas à Divindade. O corpo causal desequilibra-se quando não conseguimos desenvolver a espiritualidade, quando existe ceticismo, falta de fé e de relação com o Divino. Quando por muito tempo fica em desequilíbrio, podem ocorrer doenças degenerativas do cérebro, síndrome do pânico, depressões e tendência suicida.

Aprendendo sobre os corpos sutis, podemos concluir que cada um deles representa um “eu” separadamente, e unidos formam o ser humano integral, possuindo muitos desafios em cada um desses aspectos.

Tudo o que acontece nesses seis corpos não materiais é refletido no corpo físico. E tudo aquilo que fazemos ao nosso corpo físico é gravado nos corpos sutis e ecoa pela eternidade. Embora abandonemos nosso corpo físico no final de cada vida, ele deve ser honrado, cuidado e preservado, para que os corpos sutis estejam sempre saudáveis.

Quando conseguimos realizar a missão de cada um desses corpos, nosso corpo físico é queimado no éter espiritual e somos dispensados do processo de reencarnação, não necessitando mais habitar em um corpo físico, pois, cumprindo a missão de nossa alma, dominamos a experiência humana e vencemos os desafios terrenos. É como tirar uma boa nota em uma prova: isso nos libera da obrigação de repeti-la até obter um “dez”. Costumo dizer, em cursos e workshops, que a Terra é uma escola e nossos testes são nossos corpos sutis, com toda a sua gama de desafios a serem vencidos, limpos, transmutados. Uma vez que os desafios forem cumpridos, aprontamo-nos para experienciar mundos mais sutis, pois a etapa da Terra foi vencida!

Embora essa questão, para a maioria das pessoas, seja simples de compreender, nem sempre é fácil de colocá-la em prática, pois nossa educação e treinamento na vida são voltados somente para o Plano Material, esquecendo-nos dos outros Seis Planos, que são tão importantes quanto o plano físico ou denso.

Entretanto, existem muitos caminhos para evoluir, para melhorarmos os aspectos nos quais ainda não obtivemos uma boa nota! Como em uma escola tradicional, a escola da vida exige estudo, conhecimento, experimentação, prática e implementação. Patrícia Cândido.

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